quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

A saga de Luigi e do nosso Elfo


Hoje, 5ª feira, 20 de dezembro, foi talvez um dos dias mais emocionantes da viagem. Ninguém viu o que aconteceu, mas só de ouvir a história já é emocionante. Luigi e Elfo (Daniel Every) não tinham vaga confirmada aqui no Doral, então seguindo recomendações da organização, eles deveriam se preparar para na quinta bem cedo, em torno de 6 ou 7 da manha, aparecerem na sala da diretoria do torneio para assinar a lista de espera, pois caso houvesse alguma desistência, eles poderiam jogar.

Ambos foram dormir na 4ª sabendo que tinham que chegar bem cedo para assinar a lista e ter boas chances de pegar alguma possível vaga que ficasse disponível. A lista seria aberta as 7 da manhã, mas quem quisesse chegar mais cedo poderia. Luigi então programou seu despertador para as 5h00, planejando chegar as 6h00 na sala da organização. Porém a ansiedade era tanta que ele não conseguiu dormir. O que fazer então? Como ele a cada vez que pegava no sono sonhava que não tinha acordado e perdido a hora, resolveu levantar as 4h30 mesmo e seguir para o lobby do hotel, se acomodar num sofá, e esperar a hora de assinar a lista.

Enquanto roncava e babava no sofá da recepção do hotel, Luigi ouviu uns plec plec plecs (barulho de tacos de golfe dentro da bolsa). Abriu então 1 dos olhos e viu um “venezuelanozinho” (ninguém sabe porque ele achou que o cara era da Venezuela) chegando, também lá pelas 4h30. Durante alguns segundos, ambos se encararam como se fossem lutadores de boxe intimidando o adversário. Luigi então se levantou e começou a andar calmamente em direção a sala da organização. Ele então notou que os plec plec plecs ficaram mais rápidos e apressou o passo. Os plec plec plecs ficaram mais rápidos ainda. Começou então uma corrida digna de uma final olímpica dos 100 metros rasos. E para a nossa sorte, enquanto Luigi corria o mais rápido possível, seu adversário tinha nas costas uma bolsa de golfe, e não foi páreo para nosso velocista. Final da corrida: Luigi pole position na lista de espera da categoria 14 anos, chegando na sala da organização as 4h45 da manha.

Nosso Elfo não foi tão rápido, mas chegou la cedo o suficiente para ficar em 3º na lista da sua categoria.

O dia passou normalmente, com todos fazendo seus treinos oficiais nos respectivos campos e afinando os últimos detalhes para o primeiro dia do torneio. As 17hs horas tivemos a confirmação de que Luigi conseguiu vaga no torneio, mas nosso Elfo ainda estava de fora. Mas como diz o ditado que “brasileiro não desiste nunca”, ele não desistiu (mesmo tendo passaporte inglês) e ficou lá enchendo o saco dos organizadores. Já havíamos tido uma desistência e precisávamos de mais 2. Veio a segunda desistência e o tempo acabou. Não tínhamos mais chances. Ficamos todos tristes, mas sabíamos que não seria mesmo fácil conseguir a vaga.

As 18h30 todos foram para o banquete (de comida muito ruim, disseram) e seminário de regras (muito chato, disseram). Quando chegaram na porta do salão onde seria realizado o jantar, o pessoal da organização viu nosso Elfo e perguntou: “Não era você o garoto que queria jogar o torneio?” Ele respondeu que sim, e disseram que uma vaga estava disponível, e seria dele. Aí, meus caros, foi igual a gol do Brasil em final de Copa do Mundo. Todos abraçaram nosso Elfo e deram os parabéns. A senhora do torneio então informou o tee time das 8h46 e falou que tinha certeza que ele jogaria bem. E aí nossa turma, bons amigos como são, começaram a gritar: 100! 100! 100! Mas todos sabem que ele jogará muito melhor que isso.

Amanha cedo, a partir das 7h30, todos estão no campo. Chegamos aqui com 2 que não jogariam, e agora temos todo mundo participando do torneio, uma alegria muita grande. A esta hora já esta todos dormindo e recarregado as energias para o dia 1 do Doral Publix nas categorias 14-15 anos e 16-18 anos. Espero amanhã trazer boas noticiais para vocês.

Estamos de volta


Bem pessoal, depois de alguns dias de ausência, estamos de volta com os relatos da nossa viagem pela Flórida.

Chegamos ao Doral no domingo a noite e depois de fazermos nosso check in nos excelentes quartos (estamos todos na maior mordomia), fomos jantar numa cantina italiana, onde desta vez não foi meu aniversário, e sim do campeão do dia, Daniel Stapff.

Tivemos mais uma vez 3 grandes pratos de sobremesa que foram devorados por todos (vejam fotos no álbum) em menos de 2 minutos. Quando o prato de sobremesa chega, nem parece que são todos educados e bem criados...

Segunda de manhã foi dia de descanso e todos aproveitaram para dormir até tarde já que os treinos seriam somente à tarde. Os únicos que acordaram cedo foram Matthew e Leo Kitahara, que tinham treino oficial da categoria 12-13 anos no White Course, famoso pelos seu rough de areia e muito difícil de jogar.

Segunda também se juntaram à nossa turma a Quinha, Bruna Spengler, Rafael Becker e seu pai Tony Becker, além dos Golombeks Bruno e Mário. Ficamos então com a esquadra brasileira completa aqui no Doral.

À tarde os mais velhos enfrentaram pela primeira vez as dificuldades do famoso Blue Monster, e bota dificuldade nisso. Os greens pareciam uma pista de boliche de tão rápidos. Foi um festival de 3 putts. Como começamos a jogar as 14hs, tivemos que correr bastante para poder terminar, e os últimos grupos chegaram quando já estava bem escuro e muito frio. Neste dia, por algum motivo, fez um frio danado aqui em Miami.

No jantar de segunda não tivemos a companhia da mãe e irmã oficiais da viagem, então fomos todos persuadidos pelo Luigi para ir jantar no Hooters, onde a comida é horrível, mas a garçonetes não, então acabada valendo a pena. Como era de se esperar, os meninos gostaram muito do jantar. Ou melhor, das moças que serviam o jantar, porque a comida mesmo não era lá estas coisas. Ficaram todos de queixo caído com a Srta. Lauren, e até a convidaram para visitar o Brasil. Neste dia, o aniversario foi novamente do Daniel, que se continuar nesta seqüência, já já me alcança na casa dos trinta...

Terça e quarta foram dias de treino no White Course e Blue Monster para os mais velhos. Enquanto isso, Matthew e Leo jogaram o torneio nas categorias 13-14 anos. No 1º dia Matthew jogou 77 para ficar entre os 15 melhores (são 120 garotos no torneio) e Leo jogou 84. As expectativas eram boas para o 2º dia, mas apesar de estar somente 1 acima no tee do 13, Matthew não conseguiu terminar bem os buracos finais e acabou com um 80. Leo jogou bem melhor no 2º dia e terminou com 78. O campeão do torneio jogou 72-72. Este foi o 1º Doral que ambos jogaram e a experiência foi excelente para eles.

No jantar de quarta tivemos a visita do grande amigo Rafael Schafranski, que mora aqui em Miami e foi jantar no restaurante Tony Ramos conosco. Como de praxe, alguém teve que ser o aniversariante, então escolheram o visitante do dia, que não entendeu muito do que estava acontecendo, mas saiu mais velho do jantar. Outros 3 pratos de sobremesa foram, desta vez, devorados em 42 segundos.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Daniel e Thomas trazem os canecos para o Brasil


O dia de hoje foi marcado pelos seguintes elementos: Chuva, vento frio, campo difícil e emoção, muita emoção. Domingo foi um excelente dia para nossa turma, onde praticamente todos jogaram melhor do que no sábado, apesar do vento frio, da chuva e das condições difíceis do campo.

Saímos do PGA Village com 2 títulos: Na categoria 14 anos Thomas Mantovanini jogou 74 e terminou em primeiro, seguido por Matthew Every. Na categoria até 18 anos, Daniel Stapff levou o título após fazer um birdie no 2º buraco de um playoff onde não faltou emoção.

Thomas fez um jogo muito consistente, sem erros e pateou muito bem, terminando 6 tacadas na frente do 2º colocado. Depois do jogo, em seu discurso de agradecimento (em inglês), Thomas agradeceu a organização do evento, a oportunidade de jogar o torneio, e disse que está afiado para o Doral.

Daniel começou o dia 1 tacada atrás do líder, mas logo no inicio já mostrou que veio para buscar o título e com alguns excelentes buracos logo no início, partiu para cima do adversário, que não fez por menos e no buraco 7 já estava jogando 3 abaixo do par enquanto Daniel jogava 1 abaixo.

Depois de fazer bogey no 10 e no 11, o americano Justin Thompson perdeu a liderança para Daniel, que a administrou até o buraco 18, quando fez um bogey, deixando o jogo empatado. Thompson teve um putt de aproximadamente 2.5 metros para vencer o torneio, mas não embocou, e com o par no buraco 18 levou a disputa para o playoff.

No buraco 1 ambos jogaram seus tee offs no rough e acabaram fazendo bogey. Novamente, Thompson teve um putt de aproximadamente 2m para vencer, mas o putt ficou curto na linha do buraco. Os dois então foram para o buraco 2, onde Daniel executou um tiro preciso de 110 jardas e deixou a bola a 1.5 do buraco. O americano acabou jogando seu 2º tiro na banca e terminou com bogey. Daniel tinha então 2 putts para assegurar a vitória, mas já embocou logo no primeiro para acabar de vez com o drama da galera que assistia ao lado do green.

Após o término do jogo, com a ajuda do Sr. Ken Leech, Daniel tomou um belo banho de água gelada para comemorar a vitória, seu 1º título internacional. Em seu discurso, fez como os profissionais e agradeceu a organização do torneio, patrocinadores, staff e disse que foi um prazer jogar esta etapa do Florida X-Factor Junior Golf Tour.

Logo em seguida corremos para o hotel para arrumar as malas e seguir em direção a Miami, onde a partir de segunda, todos treinam para o Doral, que começa na 2ª mesmo para as categorias até 13 anos. Nesta categoria o Brasil será representado por Matthew Every, de Búzios, e Leonardo Kitahara, do Itanhangá.

Na segunda também juntam-se ao nosso grupo os paulistas Rafael Becker, Bruno Golombek e Cecília Kleinert, e a gaúcha Bruna Spengler, todos da categoria 18 anos.

domingo, 16 de dezembro de 2007

15/12 – 1º dia de torneio – Stapff no pelotão


Hoje o sol voltou a brilhar e tivemos um dia bem quente para jogar o 1º dia do torneio. Apesar do bom tempo, ventou bastante, o que dificultou um pouco a vida dos meninos. O torneio é muito bem organizado e tivemos todo o apoio e atenção do Sr. Ken Leech, organizador do X-Factor Junior tour.

Os resultados do dia foram:

Daniel Stapff – 35-38 – 73
Matthew Every – 36-40 – 74
Thomas Mantovanini – 39-37 – 76
Pedro Becker – 40-41 – 81
Daniel Every – 38-48 – 86
Luigi Pedrinola – 87
Vittorio Pedrinola – 44-43 – 87

O grande momento do dia foi o putt de mais de 20 metros para birdie do nosso “Elfio” Daniel Every, que num green com várias caídas para todos os lados, embocou um lindo putt e recebeu uma salva de palmas dos 8 ou 9 espectadores que assistiam no momento.

Daniel Stapff não pateou muito bem, mas mesmo assim conseguiu se manter entre os líderes para jogar no pelotão amanhã. Após o jogo, em entrevista coletiva, Daniel disse que bateu muito bem na bola, acertou praticamente todos os drives no meio da raia, mas o dia não foi bom nos putts, o que não deve se repetir no último dia.

Matthew Every foi outro que também se mostrou satisfeito com o desempenho do primeiro dia. “Acho que joguei bem, as condições não estavam tão boas por causa do vento, mas fiquei satisfeito com a maneira como joguei. Estive bem nos putts hoje e vou confiante para o final round amanhã.” (falando com mistura de sotaque britânico com carioquês).

Após o jogo almoçamos na companhia da mãe e irmã oficiais da viagem e depois todos foram par ao putting green treinar um pouco pois amanhã precisamos estar afiados.

Para não perder o hábito, rápida parada na Edwinn Watts que fica próxima ao clube para umas rápidas compras (ficamos 2 horas na loja e só fomos embora porque era hora de fechar).

Depois de um longo dia de golfe, tivemos um agradável e divertido jantar de família, onde meu 32º aniversário foi comemorado com 3 grandes pratos de sobremesa, que foram devorados por todos em menos de 2 minutos. As expectativas para mais uma festa de aniversário hoje (quando completo 33 anos) são grandes.

Amanhã o dia começa cedo e as 6 horas todos serão acordados para chegarmos cedo ao clube e fazermos um bom aquecimento para o último dia do torneio. Queremos trazer todas as taças para o Brasil.

Não se esqueçam de ver o álbum de fotos da viagem no lado direito desta página, cortesia da Pedrinola Golf Photo Company, empresa responsável pelas fotos desta viagem.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Treino, chuva e mais chuva

Hoje acordamos cedo para treinar mas o tempo não ajudou. Ao invés de jogar no campo de manhã fomos para o PGA Learning Center, um complexo de treinamento fantástico, com 2 driving ranges, áreas de chip and putt, várias bancas de treinamento (com areias diferentes) e 2 grandes putting greens. Para quem gosta de golfe, é o paraíso. E o melhor, pode-se bater quantas bolas quiser, não tem limite. Por $9 dólares pode-se ficar o dia todo lá.

Ficamos lá treinando por 2 horas e depois fomos almoçar, para treinar no campo às 14hs. Mas acabamos não podendo jogar porque choveu forte o dia todo e ninguém quis se aventurar no campo. Aproveitamos para fazer um longo e divertido almoço e no final do dia fomos fazer um passeio para passar o tempo.

Amanhã de manhã temos o 1º dia do torneio, então todos vão para a cama cedo hoje.

Chegada, compras e treino


Chegamos muito bem quinta de manhã em Miami e logo depois de pegar os carros já seguimos para Fort Lauderdale, onde a turma, para variar, já queria começar a viagem com umas comprinhas de golfe, reforçando o arsenal de equipamentos para os próximos torneios.

Paramos na Edwin Watts e apesar de termos chegado 1h antes do horário da loja abrir, fomos muito bem recebidos. Novos drivers, puttets, sapatos e muitas outras compras antes de tomarmos um bom café da manhã e seguirmos para Port St. Lucie, onde jogaremos o primeiro torneio.

Para a tranqüilidade do motorista (eu), todos dormiram durante os 90 minutos de viagem e chegamos bem rápido ao hotel. Depois de fazer o check in rapidamente, seguimos para o PGA Village, onde foi feito o primeiro treino para o torneio que começa sábado. Jogamos no Ryder course, um dos 3 campos do complexo PGA Village de golfe.

Neste primeiro dia de treino os grupos foram Daniel Stapff, Matthew Every, Daniel Every e Pedro Becker; Felipe, Luigi, Vittorio e Thomas Mantovanini.

Nas apostas, Felipe e Vittorio não foram páreo para Thomas e Luigi, que deram uma aula. Foi comentado durante o jogo que Thomas trocou double-bogeys por pares, mas não houveram provas suficientes para seguir com as acusações. Felipe e Vittorio aparentemente se desentenderam durante o jogo quando Felipe disse que Vittorio estava amarelando, mas no final estava tudo bem e a dupla já está a espera da revanche.

À noite nos encontramos com Cristiana, mãe oficial do grupo e Giulia, irmã oficial do grupo, para um jantar onde foram devorados 9 pratos de “Baby Back Ribs” e comemorado meu 31º aniversário, mesmo tendo feito 30 anos em setembro...Se continuar deste jeito, até o final da viagem já terei 45-46 anos.

Dia muito bem sucedido hoje. Chegamos bem, viagem rápida, compras, bom treino, bom jantar, e hora de descansar.